Esse é o título de um artigo da Revista Info, que está online aqui: Empresas dizem não ao Windows 7

É baseado em uma pesquisa recente, que a Info está anunciando como o fim do Windows 7. Leiam. É um absurdo. Eu já havia reclamado do viés da revista Info antes. E eles continuam nessa de falar que tudo que não é da Microsoft é melhor. Se for do Google ou da Apple então, eles ficam ainda mais ansiosos para "contar tudo para todas as amiguinhas".

Querem saber o que realmente está sendo projetado? Leiam o que realmente significa a adoção projetada pelo mercado no blog do Ed Bott, aqui: Will Windows 7 be Microsoft's biggest business hit ever?

O gráfico abaixo mostra a curva de adoção do 7 (projetada) e a do XP, tirado do blog do Mr. Bott:

Adoção do Windows 7 e do XP comparadas

Conclusão: a adoção do Windows 7 vai, tudo ocorrendo conforme o projetado, ser muito mais rápida que a do Windows XP. Nada mais do que o esperado. O Windows 7 é um SO mais leve que o Vista, melhor, mais bonito, mais rápido, mais etc… É a versão refinada do Windows, como eu já havia falado aqui: um novo, um que arrebenta. Ele é o que arrebenta, assim como aconteceu com o XP, que também era.

Recentemente ouvi até falar que o Vista era o último SO da Microsoft a pegar. Sabem o melhor destas criticas todas? Não interessa o quanto a Info e os xiitas open-source reclamem: o 7 vai ser um sucesso. (No meu caso, que já estou usando, já é.)

E eu vou estar lá para dizer: vocês estavam errados. Aliás, já estou. Um dia depois da publicação da Info, já posso dizer: vocês estão errados. Jornalistas? Que sequer analizam os fatos? Devem ter seguido alguma outra agência de notícias internacional. Se isso…


Postado na(s) categoria(s) Windows 7 , Reclamações pelo giovanni bassi em 16 de abril de 2009 às 15:52 | Tags: , ,

Dez abas abertas… mais nada… logo depois de um Session Restore. 630 MB de memória. Praticamente um Windows 7 inteiro na memória!

Firefox é leve, né?

Lamentável.

(Mas tudo bem, "logo logo" a comunidade deve arrumar isso.)


Postado na(s) categoria(s) Reclamações pelo giovanni bassi em 6 de abril de 2009 às 14:53 | Tags:

A é? Não mudou nada significativo. Mas mudou. Vou baixar por que odeio código velho.

Old news, afinal esse é o release um milhão, duzentos e cinquenta mil, e quinze do MVC… Que mais?

Bom, está na cara que a Microsoft esqueceu o que RC quer dizer. E Beta também. Estava falando sobre isso com o Victor hoje, no Beta, o software está feature complete, e não deve mais mudar. O próprio MSF diz isso. Só bugs devem ser corrigidos. Eles fizeram o Beta, aí mudou tudo para o RC1, e agora mudou de novo para o RC2. As palavras "Feature Frozen" não valem mais nada? Tenho certeza que o time do MVC está desenvolvendo com Scrum ou alguma variável de Scrum, e talvez isso esteja deixando eles mais iterativos, mas responsivos, o que é bom. Mas ignorar convenções é ruim.

Além disso, desse jeito, daqui uns meses estamos no RC15. Microsoft, para de enfiar coisas no MVC, e façam o release final!!!!! Uma das premissas do Agile é "release often", então… release!!! Um release de verdade, não quero mais releases que não são o final, não quero mais código sem suporte, peguem um conjunto de funcionalidades, testem e façam o release. Se vocês ficarem acrescentando coisas nos release candidates, essas coisas vão gerar bugs, e você vai ter que fazer outro RC para corrigir bugs. Aí vão colocar mais coisas, aí vão ter outro RC, aí vocês entraram num while (true) sem break;

"Feature Frozen", não esqueçam.


Postado na(s) categoria(s) ASP.Net MVC , Reclamações pelo giovanni bassi em 5 de março de 2009 às 01:47 | Tags: ,

A Receita liberou hoje o download do programa de ajuste do IRPF de 2009 (exercício de 2008). Baixei o programinha, que agora é feito só em Java (até o ano passado era feito em uma versão nativa para Windows também). Já no download você vê porque minha mãe não pode usar Linux (clique para ampliar):

Instalar o programa de IRPF no Linux não é fácil

Na boa, vocês acham que minha mãe vai saber "adicionar permissão de execução, por meio do comando 'chmod +x IRPF2009linuxv1.0'"? Ela ia ler esse negócio e ia até um correio fazer a declaração em papel…

Não bastasse isso, durante a instalação tem outra piada. Aí o problema é no instalador em si (clique para ampliar):

Instalador não baseado em MSI, e ainda por cima com pastas fora do padrão.

Janela customizada para seleção de pastas.

Problemas:

  1. Instalação não baseada em MSI, ou seja, é contra o modelo de instalação recomendado, e adotado, por todos os grandes fabricantes de software. A desculpa do pacote único é besteira, eles poderiam fazer o software em Java e o instalador da maneira correta. Economia porca.
  2. O caminho de instalação está hardcoded como "C:\Arquivos de programas RFB\IRPF2009". Ele quer instalar no meu diretório raiz, como se o diretório "C:\Program Files", destinado justamente a receber arquivos de programas, não existisse. Você pode mudar, mas no caso do programa Receitanet não há opção, você é obrigado a instalar no raiz do drive que escolheu. Lástima.
  3. A janela de seleção da pasta de instalação também é customizada. Outra bizarrice anacrônica e superada por qualquer empresa séria, mas não pelo governo brasileiro.
  4. Os programas de instalação não têm assinatura digital. Isso leva àquela janela de prompt do UAC do vista a exibir "Unidentified publisher". Isso é perigosíssimo, porque qualque hackerzinho vagabundo pode criar um executável com o mesmo nome e tamanho e se passar pela Receita. Se eu fosse um fraudador eu já estaria fazendo isso nesse momento, afinal a popularidade desse negócio é altíssima, já que milhoões de pessoas terão que fazer a declaração de ajuste.

Amadorismo atrás de amadorismo. É para isso que pagamos impostos? Não basta o viés ideológico no governo pseudo-capitalista esquerdista brasileiro, ainda por cima temos que tolerar incompetência? Os caras tem o ano inteiro para fazer o programinha, agora com uma versão a menos, e fazem desse jeito?

Será que eles não querem uma consultoria de arquitetura? A gente muda para .Net, o software fica mais fácil de dar manutenção, mais seguro, seguindo boas práticas, e todo mundo vai poder rodar, já que .Net roda no Linux e no Mac com Mono, e o CLI é uma especificação aberta. Não sei se eles querem, mas que precisam… precisam.


Postado na(s) categoria(s) Reclamações pelo giovanni bassi em 2 de março de 2009 às 15:16 | Tags:

Todos mundo que me conhece sabe que eu leio mais de uma centena de blogs. Sou viciado em informação, fazer o quê? Além disso leio livros, e busco me informar em fontes diferentes, inclusive aquelas contrárias ao meu ponto de vista.

Uma destas fontes é a revista Info. Assino a Info faz uns anos, e inicialmente era porque a considerava uma boa fonte de informação. Hoje considero que o que recebo via revista Info geralmente está desatualizado, e com frequência tem um viés pró-Google e pró-Open Source que vai além do aceitável. Não considero aceitável que um jornalista que publica matérias em um veículo do porte da Info, supostamente sem bandeira, ignore fatos em prol deste viés. E acontece o tempo todo. Esses são os motivos que não vou renovar minha assinatura assim que ela terminar: conteúdo pobre e desatualizado, e viés ideológico em um veículo supostamente isento.

Além disso, leio alguns blogs deles, que têm o mesmo viés, mas pelo menos não estão tão desatualizados. Na prática, eles são quase sempre opiniões sobre press releases e notícias que já saíram em outros veículos lá fora, e se você tiver estas fontes você fica sabendo da notícia antes da Info publicar (bem antes). Eu tenho algumas destas fontes, então leio os blogs deles mais pela opinião. E opinião é aquele negócio: todo mundo tem uma.

Recentemente li um post do Maurício Moraes, que mantém um blog chamado "Na linha do Google". O post é intitulado "Google parte para a guerra contra a Microsoft". Acho que o Maurício está uns 10 anos atrasado, porque já faz tempo que o Google partiu para a guerra contra a Microsoft, e ela contra ele. Mas enfim, no post o Maurício coloca que agora o Google colocou atalhos para o Google Docs, Calendar e Gmail no Google Pack, e agora a Microsoft está com o Office ameaçado (agora vai!!!). Como se o Google Pack fizesse uma grande diferença, e fosse adotado por todo mundo. O Maurício esqueceu, propositadamente, que o Chrome também está na lista do Google Pack e ele não passa de 1% desde que o boom do lançamento passou. Sabendo disso, o que será que o levou a conclusão de que o Pack vai fazer qualquer diferença? Se estivéssemos falando da adoção do Silverlight, que está absurdamente rápida… mas não estamos.

Em seguida ele lembra que alguns governantes insistem em "economizar" colocando pinguins e OpenOffice. Ele esquece de mencionar que o os tais governantes geralmente são os populistas esquerdistas latino-americanos, e que a reclamação em países levemente desenvolvidos, iniciada pelos EUA, recaia sobre a falta de padrões abertos em softwares governamentais, o que fez a Microsoft, e diversas outas empresas, a passar a adotá-los onde ainda não o faziam. Com a aprovação do OpenXML como padrão internacional, esse argumento contra o Office caiu. Ele esquece ainda as dezenas de relatórios produzidos por consultorias independentes de todo tipo que mostra que o TCO (Total Cost of Ownership, ou custo total de propriedade) de um software livre é igual o maior que o de um proprietário, ou seja: Pinguim custa mais que Windows, não para comprar, mas para usar. Que já viu um CPD com Linux sabe disso.

O engraçado é que a Abril, que publica a Info, é claramente anti-esquerda no seu maior veículo, a Veja, maior revista de publicação brasileira, e uma das maiores do mundo. Quanto tempo vai levar até algum diretorzão perceber e essa galera ser lembrada que são as empresas que levam o mundo à frente, e não os governos e suas maluquices?

Isso tudo me levou a fazer um comentário lá no blog, que acho que podia até ter sido melhor escrito, mas como eu o fiz muito rapidamente ficou como ficou. Estou voltando lá para ver se tive resposta. E quando volto, aproveito para ler os outros comentários (o negócio não tem RSS… inacreditável). É engraçado ver que não é só o Maurício, mas os leitores (que devido ao viés são mais e mais freetards - como chama o grande Linux hater blog) insistem em tomar a esta atitude, quando alguma evidência que contraria sua ideologia lhes é apresentada:

Freetard

Vejam um trecho de um comentário risível:

"O problema é que a comparação entre Google e Microsoft é bastante difícil uma vez que o primeiro desenvolve seus produtos utilizando padrões abertos largamente adotados pela indústria, diferente da Microsoft. Isso permite dentre outras coisas um ambiente mais saudável de competição e interoperabilidade com soluções de terceiros. Diferentemente a Microsoft se esconda por trás de um monopólio construído com a adoção de padrões proprietários e incompatíveis, inclusive entre si (soluções da própria Microsoft), para chantagear fornecedores de hardware, software e manter o usuário aprisionado a sua plataforma."

Tem tantos absurdos aí no meio que não sei nem por onde começar. O cidadão "esquece", ou simplesmente ignora, que já faz uns anos que a Microsoft trabalha forte com padrões de mercado. O já citado OpenXML é um exemplo, mas há outros. Toda a plataforma Azure está sendo desenvolvida baseada em REST, que foca em Javascript (aberto), XML (aberto) e HTTP (aberto). O tempo todo a Microsoft assina acordo de interoperabilidade, como o fez com a Suse, e agora com a RedHat. Mantém ainda um contingente razoável para focar em interoperabilidade, além de pessoas de comunidade só para poder ouvir as reclamações vindas do mundo Open Source dar seu ponto de vista.

Eu gostaria muito de saber qual o padrão da Microsoft que é incompatível nas suas próprias soluções. Um cara que fala isso não conhece nada do processo de desenvolvimento dos produtos da empresa. É um aburdo sem tamanho, e estivesse ele na minha frente eu não teria conseguido disfarçar a gargalhada. Que piada!

Além disso o cidadão vive na década de 90, quando realmente a Microsoft foi muito criticada e até multada por práticas que impediam a competição, em contato com provedores de hardware. Só que isso já passou há muitos anos, e o cara, na falta de argumentos melhores, quer viver no passado.

Sabe o que eu acho disso tudo? Acho ótimo. Quer instalar LAMP? Instala. Eu vou no seu concorrente e instalo uma solução Microsoft. Em pouco tempo ele estará mais competitivo que você, e eu saio com um caso de sucesso!

Esse monte de baboseira, onde um ideólogo de fundo de quintal ignora fatos, dando lugar à sua visão estreita, chama-se em inglês "Confirmation Bias", algo como "Viés de confirmação". Neste comportamento, o cidadão ignora qualquer informação contrária ao que acredita, ficando esses poços de parcialidade que vemos nos comentários da revista Info. E é um ótimo caminho à obsolência.

Quer saber? Vão lá e lembrem o pessoal que não adianta andar com um olho fechado, tem que abrir os dois. Façam valer sua voz.


Postado na(s) categoria(s) Reclamações pelo giovanni bassi em 23 de fevereiro de 2009 às 02:23 | Tags: , ,

Brain3 Como a cada hora estou realizando consultoria em um cliente diferente, e o mercado é totalmente dividido entre C# e VB, eu tenho que escrever código nas duas linguagens o tempo todo. Muitas vezes isso acontece no mesmo dia. Se juntar o trabalho de edição da .Net Magazine, onde vejo de tudo: C#, VB, e até J# (e logo logo F#), a situação complica ainda mais.

Como as linguagens são muito parecidas, geralmente não é um problema, mas no fim do dia, quando isso acontece muito… lá estou eu, colocando ponto e vírgula no VB, parênteses no C#, ou esquecendo que no C# o operador de identidade tem dois iguais (==). Às vezes demora uns 3 ou 4 minutos para cair a ficha e entender onde está o erro, afinal, a aplicação não compila.

Agora, vocês já imaginaram como isso vai ser em 2 ou 3 anos? Vou ajudar:

  1. C#
  2. VB
  3. J#
  4. F#
  5. Iron Ruby
  6. Iron Python
  7. M (do OSLO)

Isso sem falar em uma ou outra linguagem independente por aí, como o Boo (esse é o nome da linguagem mesmo, não estou tentando te assustar), que pode acabar ganhando o mainstream do dia pra noite. E sem contar também as outras linguagens que não são diretamente dependentes do CLR, ou do DLR, como:

  1. Javascript
  2. HTML
  3. CSS
  4. XAML

Ou seja, não preciso mais me preocupar em errar ao colocar chaves no VB de vez em quando. Daqui uns anos o ambiente de trabalho vai estar tão complicado, que vou precisar de uns 5 minutos só pra "carregar" a linguagem do momento, bem ao estilo Matrix. Quando falamos que devemos usar a linguagem certa para cada tipo de aplicação, não estamos brincando, não é verdade?

Depois disso tudo, ambidestria fica até parecendo fácil.


Postado na(s) categoria(s) .Net , Reclamações pelo giovanni bassi em 28 de outubro de 2008 às 20:53 | Tags: ,

Minha namorada e eu estamos nos planejando de ir assistir o show da Madonna no fim do ano. Até aí, tudo bem. O que isso tem a ver com um blog que fala de tecnologia? Nada, se ao chegar no site da empresa que está vendendo os ingressos eu conseguisse, na verdade, comprar um ingresso. Ao chegar no site, vejam o que eu encontro:

Site da ticket for fun, em 03/09/2008

Será que esses caras tem a menor idéia do que é o conceito de Load Balance? Como uma empresa se propõe a vender ingressos para um show sem se preparar com a infra-estrutura adequada? Porque gastamos anos inventando a distribuição de carga, para me deparar, no que deve ser um dos maiores (senão o maior) shows do ano, com uma tela onde eu tenho que selecionar o servidor que quero usar? Já imaginaram as pessoas que não são familiarizados com tecnologia?

- “Selecionar um dos servidores… o que será isso?”, devem pensar.

Não bastasse isso, ao selecionar qualquer um dos servidores vejam o resultado:

Resultado ao clicar em um dos servidores

Ou seja, é impossível comprar um ingresso. Lamentável. Está aí um bom exemplo do que não fazer com um site público. O produtor do show da Madonna no Brasil não deve saber nem o que comeu ontem. Se o site está assim, já imaginaram como vai estar o show?

Selecionar um servidor… deve ser piada…

Update: Tiraram a página com os 25 servidores do ar hoje, em 04/set. “Visando melhor atendê-lo, nosso site estará temporariamente em manutenção”. Agora não dá mais para comprar online… É bom eles arrumarem logo, ou todo mundo vai comprar direto no local, e a comissão deles vai pro vinagre (junto com o emprego de alguém, é claro).


Postado na(s) categoria(s) Reclamações pelo giovanni bassi em 3 de setembro de 2008 às 14:54 | Tags:

Quem é Giovanni Bassi

Giovanni Bassi Sou uma pessoa apaixonada por tecnologia e especificamente por .Net. Sou consultor independente especialista em .Net, focado em arquitetura e melhores práticas. Tenho dezenas de artigos publicados na .Net Magazine, revista da qual sou editor técnico. Ministro palestras e cursos de vez em quando, e quando dá tempo eu respiro um pouco. Mais detalhes nesta página.

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