Acabo de assistir uma conversa com Juval Lowy, que é autor do livro “Programming WCF Services” (o livro de WCF do “peixinho”, mas informações aqui), gravada durante o TechEd americano deste ano, onde ele fala de Interface Based Design. Ele explica algo que muitos ainda não entram ainda em contato: desenvolvimento baseado em abstrações, e porque isso é bom. Ele bate forte no desenvolvimento baseado em classes concretas ou até em classes abstratas, e defende que o uso de interfaces para classes de negócio deve ser generalizado. O vídeo é em inglês, sem legendas. Recomendo assistir.

Isso é um conceito com o qual concordo, mas que acho que deve ser utilizado com cuidado, e não em todo lugar. Bem utilizado é poderosíssimo, e realmente, foram poucas as vezes que o vi utilizado, e das vezes que vi, não foram todos os usos bem direcionados. Um bom uso de interfaces facilita nos testes, desacopla o design, e deixa a aplicação como um todo mais flexível.

E você, tem usado Interfaces no seu dia a dia? O que acha disso?


Postado na(s) categoria(s) Arquitetura , Indicação de conteúdo pelo giovanni bassi em 24 de julho de 2008 às 14:19 | Tags: ,

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Foi lançada uma carta de sugestão de melhorias ao Entity Framework, colocando diversos pontos em que ele precisa ser melhorado. Para mim, que agora estou focadíssimo em DDD, o Entity Framework tem alguns problemas que precisam mesmo de resolução. A carta foi feita em formato de abaixo assinado.

Se interessar, leiam e assinem. Tem, inclusive, assinatura de vários MVPs também:

ADO .NET Entity Framework Vote of No Confidence


Postado na(s) categoria(s) Arquitetura pelo Giovanni Bassi em 7 de julho de 2008 às 08:28 | Tags: , , , ,

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Acabo de por as mãos no novo Visual Studio, que vai suceder o Visual Studio 2008, de codename Rosario. A Microsoft já tem uma página só para ele, onde você pode baixar uma imagem do Virtual PC com Windows Server 2003 (porque não 2008, não é?) para rodá-lo, já com SQL Server, Sharepoint e Team Foundation Server.

É o sonho de qualquer arquiteto de software que trabalhe em ambiente Microsoft (e tem ambiente melhor?). Até hoje eu uso o Visio para modelar meus casos de uso, diagramas de sequência e atividades. O diagrama de classes já existe no Visual Studio e ele é lindo, já se mantem totalmente atualizado com relação ao código, é possível adicionar métodos, propriedades e eventos, e trabalhar associação e herança. Quem lê meus artigos na .Net Magazine sabe, uso direto os diagramas para apresentar as soluções. Mas, passado este momento, sou obrigado a criar os outros diagramas no Visio. Porque? E para interagir com o resto do Team System, como o Team Foundation Server? A não ser que eu faça de cada diagrama um arquivo, não é muito fácil associar esses itens à work items (entre outros problemas).

Pois é, aí entra o novo Visual Studio. O vi anunciado no Tech-ed americano. Foi difícil acreditar no que vi. Vi um diagrama das camadas da aplicação, dentro do Visual Studio. E do Visual Studio 2008, porque eu reconheci a cara dele. Não era possível. Fui verificar na minha versão Team Suite, que tem tudo que pode ter, e não tinha. Oras, onde estava? Então descobri o Rosario.

Coloco abaixo algumas mudanças. Para começar, vejam o Add New Item. Reparem nos novos itens, como diagrama de sequência e atividades:

Add new item do Visual Studio Codename Rosario

Abaixo um diagrama de casos de uso. Como é uma versão inicial, a usabilidade ainda está bem ruinzinha, mas já dá para ver onde vai chegar. E ele está suportando inclusive os cenários de uso. Imagina você associando um use case a uma função ou grupo de funções ou classes? Ia ser lindo.

Use case no Visual Studio Codename Rosario

Abaixo há o Architecture Explorer do Visual Studio. É possível navegar por toda a solução, tipos, métodos, etc. Para criar um teste basta selecionar “Test” (vejam janela da direita). Mas cuidado, dá pau ainda (dá-lhe código alpha…). Para compor um diagrama de sequência basta selecionar “Insert into Active Diagram”. Eu fiz isso. E funciona. E é lindo. Eu nem acreditei. Veja o resultado na imagem em seguida.

Architecture Explorer do Visual Studio Codename Rosario

Esse diagrama de sequência foi feito sozinho pelo Visual Studio, analisando o código digitado. Ele verificou as interações do código e compôs o diagrama.

Sequence Diagram do Visual Studio Codename Rosario

Mais fácil atualizar a documentação impossível. Imagina que ao final do projeto você clica em um botão e fala “gera”, e do outro lado sai um PDF ou XPS prontinho. Acabou aquele problema de documentação desatualizada no final do projeto.

Enfim, vou escrever um pouco mais assim que conhecê-lo melhor e vou contando por aqui nos próximos posts.


Postado na(s) categoria(s) Arquitetura , Visual Studio pelo Giovanni Bassi em 1 de julho de 2008 às 22:49 | Tags: , , ,

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Em uma conversa recente o Fábio Camara me indicou um artigo do Fowler para ler. Se você não sabe quem é o Fowler, visite o site dele, busque seu legado (livros, artigos, etc) e vai perceber que o cara é uma bruta referência no mundo do desenvolvimento de software. Enfim, o artigo é intitulado “Who needs an architect?”, ou, “Quem precisa de um arquiteto?”, e sendo recomendado pelo Fábio e escrito pelo Fowler, não dá para deixar de ler, certo?

De cara, quando o Fábio falou o nome do artigo eu respondi a ele (antes de ler o artigo): qualquer software que contenha um mínimo de complexidade precisa ser acompanhado por um arquiteto de soluções. No que ele retrucou que eu ainda não tinha lido o artigo. Oras, como eu poderia conceber que não precisamos de arquitetos? É isso que eu mais faço, é minha paixão, é o que eu faço melhor em desenvolvimento de software: eu construo arquiteturas que entregam soluções que funcionam, focando em todos aqueles conceitos que já conhecemos: facilidade de manutenção, escalabilidade, segurança, confiabilidade, etc, etc.

Pois é, agora eu li o artigo. Percebo que o grande problema que o artigo tenta atacar é a ambiguidade da palavra arquiteto. O Fowloer propõe então uma palavra alternativa: “guide”. O artigo do Fowler contrapõe o arquiteto que constrói um sistema com bases fortes que não devem mudar e o que contrói um sistema com bases fortes e que sabe que elas vão mudar. Contrapõe o arquiteto “todo-poderoso” e o arquiteto colaborativo. E contrapões mais um monte de outras coisas. Acho que a leitura vale a pena, já que acrescenta à discussão da ambiguidade da arquitetura.

Por acaso, a última edição do Architecture Journal (do qual eu já havia falado antes) fala do papel do arquiteto. (Pegue a sua edição aqui - ainda não saiu em português, mas costuma sair logo. Ele é gratuito e você pode até receber uma cópia impressa em casa sem custo algum, nem postagem.) O site Skyscrapr, da Microsoft, também já tocou no assunto da ambiguidade da palavra, e separou os arquitetos em três: soluções, corporativos e infraestrutura.

Eu acho que precisamos sim de arquitetos, e precisamos de uma lingua mais rica também. Desde sempre definir coisas diferentes pelo mesmo nome causa confusão. Não acho “guide” um bom nome para o papel de um profissional colaborativo responsável por arquitetura. O assunto não se esgota fácil, então termino por aqui, deixando a discussão no ar. Há de montes de montes para enriquecer a discussão. O que você acha?


Postado na(s) categoria(s) Arquitetura pelo Giovanni Bassi em 4 de junho de 2008 às 15:34 | Tags: , ,

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Acaba de chegar em casa a 14ª edição do Architecture Jornal, jornal de arquitetura da Microsoft. O jornal, que na verdade é uma revista, é excelente, com vários artigos e entrevistas interessantes. A edição deste mês fala de arquitetura mobile. Nos meses anteriores já se falou de Software + Services, Workflow, Software Factories e vários outros assuntos instigantes.

A assinatura pode ser eletrônica, onde eles te mandam o PDF (porque não XPS???), em mídia impressa, ou ambos, e o melhor: é de graça. Eu leio muito online, ou seja, acho bom de vez em quando pegar numa revista impressa.

Para facilitar a Microsoft liberou a pouco tempo um reader, é só baixar e ele atualiza a edição atual sozinho e dá também acesso às edições anteriores. Não bastasse isso, é um bom exemplo de WPF.

Resumindo: se você ainda não leu, dê uma olhada, vale a pena.


Postado na(s) categoria(s) Arquitetura , Indicação de conteúdo pelo Giovanni Bassi em 20 de fevereiro de 2008 às 07:44 | Tags: ,

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Quem é Giovanni Bassi

Giovanni Bassi Sou uma pessoa apaixonada por tecnologia e especificamente por .Net. Gerencio uma fábrica de software, gosto muito de arquitetura e engenharia de software, publico artigos e edito a .Net Magazine. Dou umas palestras e cursos de vez em quando, e quando dá tempo eu respiro um pouco. Mais detalhes nesta página.

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